sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Grávidez Na Adolescência


Primeira Vez:
Eu sempre sonhava com um cavalo branco, e um príncipe encantado descendo dele, e vindo sobre minha direção. Eu achava que magia existia. Eu achava que conto de fadas também existiam. Quando mocinha perguntei pra minha mãe:
Mãe Existi príncipe encantado?
Mãe: Não filha!
Aos Quinze anos tive meu primeiro beijo. (foi com meu primo) Eu queria muito ter alguém, namorar, sair. E mostrar para minhas amigas que eu também era uma adolescente como elas. Aos Dezesseis anos descobrir que namorados se amavam. (eu nunca tinha amado) Foi então que quis parti pra outra. Conhecir um Rapaz, Um rapaz que era tudo que eu imaginava (tudo de bom) Ele tinha seus dezenove anos de idade. Começamos um namoro longo. Meses depois surgiram as brigas. Ele não suportava a idéia de eu ter amigos do sexo masculino. Ele achava que era dono do mundo. Uma vez ele disse-me que eu era dele. Eu com tanto medo o larguei. Disse que não dava certo. E seguir minha vida sozinha. Um ano depois fui passar uns dias na casa da minha tia. Foi quando La estava um idiota que dava em cima de mim, (não gosto nem de lembrar seu nome) Tia: tenha cuidado! Eu dizia: Cuidado? Por quê? Ele pensa que é o gostoso do bairro?Ela: (calada não disse mais nada) dias e dias ele fica me secando com aqueles olhares tensos de da medo.Foi quando comecei a sentir medo dele de verdade.Cada dia eu sentia mais medo. Foi ate então que ao ir para o cursinho deparei-me com ele na entrada do cursinho. Me obrigando-me a falar com ele. Resolvi ouvi-lo. Mais nada adiantou. Ele continuava a me prosseguir. Foi então que em uma noite na casa da titia , ele entrou. (sempre era bem vindo á família) Eu sozinha não pude fazer mais nada. Ele tirou a minha vida!Minha vontade de viver. Tirou aquilo que eu tinha de mais sagrado. Se chorei? Chorei muito.
Sangrando eu o criticava. Eu dizia poucas e boas para aquele safado filha da puta. Revoltada eu quis matá-lo! Mais não tive coragem. Pois não iria adiantar nada. Fizemos a ocorrência no conselho tutelar. Intimado ele foi. Compareceu-se? Que nada, ele fugiu! Amedrontada eu fiquei. Com medo de por minha cara na rua. Eu achava que todo mundo fosse mal. Resolvi tentar refazer minha vida. Estudando e estudando... Tentando ser feliz, não conseguir gostar de ninguém. Um Mês depois descobrir que estava Grávida.

GRAVIDEZ:
Com medo de não ser aceita em casa. Resolvi Guarda tudo pra mim. (todas as noites eu chorava) Fiz um teste de gravidez. Que pra minha infelicidade havia dado positivo. (eu queria morrer na que Le momento) Lembro-me como se fosse ontem, quando me surpreendi com aquele positivo. Do qual eu não sabia o que fazer. Achando que tudo na minha vida tinha acabado eu resolvi dar um tempo. Deixando tudo pra trás. Comecei a ir a médicos. Fazia pesquisas na internet sobre Aborto. Logo me vinham àquelas imagens horríveis de bebes mortos antes de vir ao mundo. Eu entrava em Pânico. Eu pensava...
Deus O que Faço? Mostre-me uma solução!  O que será de mim? Não tenho coragem de machucar uma criança indefesa. Meses foram se passando, E minha barriga aparecendo cada vez mais. Dias e dias Glauciane perguntava-me: Estas Grávidas? Diz a verdade. Eu com medo: Não, Não!(fingia sorrir) Glauciane: Essa barriga não é de gordura. Eu: ... (ficava sempre calada)
Quanto mais o dia se passava, ela desconfiava mais e mais. Ate então que me pôs na parede e gritando disse. ESSA BARRIGA NÃO É DE GORDURA!Eu: chorava...
Glaucia: Olha nos meus olhos e me diz; tas grávidas?
Eu: Não :(
Horas depois ao ir pro trabalho o telefone toca, era ela me ligando...
Glauciane: Se não queres me contar, vou saber de outra forma. (marcando uma ultrasonográfia) Daquele momento eu não tinha mais saída. Foi quando resolvi conta. Já aos sete meses de gestação Glauciane me levou novamente ao conselho tutelar. As buscas começaram, (mais até hoje, não foi encontrado) Depois ela me levou ao médico. Para fazer os últimos exames do tal pré natal. (sabe o que queria? Enterrar-me viva) Eu pensava em ter a criança e em seguida. Da ela a um casal que não pudessem ter filhos. Mais todos na minha família queriam a criança. Todos já a amavam. O problema era eu. Eu pensava (Como será minha vida agora?). Eu só sabia chorar... Derramei lagrimas e lagrimas em noites claras. (eu achava que esse bebe dentro de mim seria um problema na minha vida) Até então decidida quis abrir mão da criança.

PRIMEIRAS CONTRAÇOES:
Coisas nojentas... Dores nas costas. Cólica
Eu Não agüentava mais de tanta dor. Idas e vindas ao médico. Indicavam que a criança ainda não estava pronta, para vir ao mundo. (quando eu me olhava no espelho com aquele barrigão, me sentia um lixo. Tinha vergonha de mim mesma. vergonha de sair na rua.
Nove de Agosto:
  Fui internada com fortes dores. Eu chorava de tanta dor. (tinha vergonha de mostrar o quanto aquilo doía em mim) Cada vez mais a dor aumentava. E os médicos aplicam mais e mais remédios em mim pra minha dor aumentar. O dia foi anoitecendo e nada da criança vir ao mundo. Eu entrava em pânico quando via mulheres dando a luz ao meu redor. Meu medo foi aumentando cada vez mais. Passei a noite toda com dor e nada. Logo ao amanhecer às cinco horas tive a noticia de que entraria a uma sala de cirurgia.
 
Parto: Cesário
Quando ouvir o choro da quele bebe, eu imediatamente pedir pra segura-la no meu colo. (esqueci completamente a idéia de da aquela criança)

Letícia de Souza Tális
 
Nunca imaginei que eu iria amar tanto aquele bebe. E que hoje, tenho orgulho de chamá-la de minha filha.

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